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Zé do Bêlo no Drakkar - 08.06.07
Se o botequim da esquina é lugar de sabedoria e o drakkar é uma espécie de evolução do botequim. Então a sabedoria lá é mais caprichada...
A primeira vez que vi o Zé Do Belo se apresentar em terras catarinenses foi no ano passado, no café matisse. Apenas com voz, violão e um copinho de conhaque, que era reabastecido mais ou menos há cada duas musicas. Naquela época ninguém o conhecia(não que muita coisa tenha mudado de cá pra lá) e ele era apontado apenas como mais uma novidade exótica, mais um gaúcho louco que imitava, durante suas canções, um disco arranhado do João Gilberto.
Desde então, ele virou garoto propaganda da excelentíssima cerveja polar, foi o candidato a vereador mais votado do partido verde de todos os tempos(com uma estranha proposta de acabar com as baratas de Porto Alegre, além de algumas outras mais serias como o repasse de verba publicitária para a cultura) e resolveu voltar para a ilha, dessa vez com uma banda de apoio. A produção do show foi do Rafael Rubim e a abertura contou com DJ Malásia(Ultramen).
Cheguei por volta da meia noite e o bar ainda está em fase de gente chegando, se acomodando, bebendo e batendo um papo. A ótima trilha sonora do DJ Malásia, até então não empolgava muito os presentes, mas isso também pode ser explicado também pelo nível alcoólico dos recém chegados. Que ainda era praticamente nenhum.
Zé do Belo subiu no palco por volta da uma da manhã. Sua banda de apoio conta com o lendário “King Jim”(quindim pros mais bêbados) dos “Garotos da Rua” no saxofone. Além do próprio Malásia na percussão. Professor Edson e Pé Lopes faziam a ala rítmica. Começaram a apresentação com “botequim da esquina” e de uma hora pra outra o bar começou a encher. Se em princípio as pessoas assistiam ao show sentadas ou de canto, paradas, isso foi sendo mudado à medida que o artista conquistava os pagantes com pérolas já registradas do tipo: "pode crer rapaziada, estamos aqui no meio da nossa turnê mundial, ontem foi Toronto no Japão, hoje é Florianópolis, depois Blumenau e Nova York".
Seguiram clássicos como “Reprise” e “A Filha do Sorveteiro”, nessa ultima, rolou toda uma explicação de porque essa musica deveria ser dançada juntinho, que falava de amor, papapá, papapá. Enfim, era sim uma canção de amor, mas também de humor(como todas as do Zé) que tratava de pegar a filha do sorveteiro para comer sorvete de graça. Eu sou Flocos tu é creme...
Foram distribuídas camisetas e material promocional do artista, e por fim, o show terminou com um pout purri instrumental que emendou até “House of the Rising Sun”, dos Animals.
Assim que acabou o DJ Malásia reassumiu as pick-ups, dessa vez com um repertório mais variado, que foi de Beatles à Beastie Boys, de Tim Maia à Village People. E para toda a “people” que nesse momento já estava em um nível etílico mais elevado que antes da apresentação principal, foi um prato cheio...
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