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Jupiter Maçã no Drakkar - 14.06.07
Há alguns dias, na verdade semanas estava sabendo do show do inigualável Jupiter Maçã, ou para alguns Flavio Basso ou mesmo Jupiter Apple ou simplesmente um dos mais incríveis artistas que o Rio Grande do Sul já produziu nos últimos 20 anos!
Mas Antes de partir para o show propriamente dito, é mister dizer que para todo grande show, tem que haver uma grande abertura e foi exatamente isso que aconteceu no Bar Drakkar na quinta feira, com o trio Odes e Sodas abrindo os trabalhos e a Flamejantes completando a festa, então, vamos ao show, ou aos shows propriamente ditos!
Odes e Sodas
O power trio é conhecido da casa, a Odes e Sodas formada por: John Bosco (Voz, Guitarra e Guitarra Acústica), Rika Pacheco (Baixo e Voz) e Helinho Calandrini (Bateria e voz).
Sabe o que eu vejo de mais parecido com a banda? Algo entre a linha de um Credence Cleawater Revival e uma banda na linha Beatles, Stones, ao mesmo tempo o trio que pode muito bem se apropriar do termo “power” trio, pois a energia dispendida em cima do palco beira o impressionante. Com canções redondas em seu repertório como, por exemplo: “Tempo Acabado” e “Termodinâmica” a banda ainda consegue mesclar com maestria Kinks e outros grandes medalhões do rock sessentista, sem, é preciso dizer isso, soar ultrapassada ou clichê,. Basta ouvir a sonoridade de “Senhor Cidadão”, daí você tem certeza que o caminho é recheado de old school e com muita personalidade na vida da banda.
Bateu um intervalinho, e logo em seguida sobrem os Flamejantes, bandas nascida em Porto Alegre, radicada em Florianópolis e mantida através dos esforços hercúleos de Zacani, seu faz tudo.
Eu que já tenho o prazer de conviver com a banda há algum tempo fui surpreendido com a presença de Jojô, o guitarrista original da banda que estava “in love” em Floripa!
Vi pouco, sou obrigado a dizer, mas o pouco que eu vi, bateu uma vontade de gritar junto com a banda de dançar junto com o povo, de comemorar aquele show em si, já que eu via nos olhos do Zacani a alegria de ter um irmão fundador ao seu lado, foi realmente emocionante! Dizer que a Flamejantes faz rock é cair no lugar comum, é rock com pegada e vibração, é rock com vontade de dizer e gritar bem alto, estamos aqui para celebrar e isso a Flamejantes fez muito bem, celebrou!
E depois de uns poucos minutos de preparação do palco, lá estava ele: o verdadeiro homem-personagem 3 em 1, o inimitável Júpiter Maçã, lendário guitarrista da extinta Cascaveletes (que voltou para um único show no mês passado em Porto Alegre em um evento de uma rádio) e também com passagem pela TNT.
A turma que tomou conta da frente do palco foi impressionante! O calor e a energia passados pela banda foi algo sobrenatural! Na bateria estava Morto, baterista da Identidade(RS), no baixo Cabelo, baixista da mesma banda e nos vocais e guitarra, Júpiter Maçã que nessa mesma noite encarnou seu 3 papéis distintos.
Numa primeira parte ele era Júpiter Maçã, cantando algumas canções em inglês com a banda que são encontradas em obras diversas do artista, mas principalmente no seu último(ou seria penúltimo?) álbum: Júpiter e Bibmo – Bitter – Monstro Discos – 2007.
Na metade da primeira parte, Júpiter chama em inglês sua parceira musical e musa: Bibmo!
Eis que simples e gloriosa, sobe ao palco Bibmo, que canta e faz percussão com pequenos instrumentos deixando as músicas mais legais ainda!
A histeria do público não parava, era um show a parte! Quando começa a parte em português o delírio tomou conta de todos: “a Marchinha Psicótica de Dr. Soup” já é um clássico, foi cantada em uníssono por todos, “Um Lugar do Caralho” é outra clássica que algumas vezes é apontada como da lavra de Wander Wildner, “Miss Lexotan 6 mg Garota” outra, as músicas se sucediam e o pandemônio não parava!
Veio “As mesmas coisas”, um duo entre Júpiter e Bibmo, veio até Flavio Basso com “Cachorro Louco” e mais algumas canções, para no encerramento Júpiter e Bibmo correrem do palco com um casaco os protegendo!
Você achou surreal? Pois saibam, um show em Florianópolis lotar daquele jeito numa quinta feira seria no mínimo absurdo, mas o som, o ambiente e o show foram simplesmente um dos melhores nos últimos tempos dessa cidade que respira problemas e pasmaceira!
Parabéns ao Drakkar pela coragem, as bandas e ao Júpiter e seus músicos por uma apresentação perfeita!
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