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Zumbira e os Palmares - 10/08/07 no Drakkar
Agosto, mês do cachorro louco e das bruxas soltas na Ilha dos casos e ocasos raros. E na última sexta-feira fui eu ao Drakkar para discotecar, junto com o grande Zé Pereira, na abertura de uma apresentação da banda porto-alegrense Zumbira e os Palmares. O frio e a chuva leve que volta e meia caía espantaram o público da noite na Lagoa mas não esfriaram os ânimos do pequeno mas animado público presente que já vinha embalado e estava na vibe do samba-rock.
Destaco a qualidade dos pedidos que recebi. O pessoal que estava lá era curtidor de uma boa música brasileira e conhecia o riscado. Pediram Noriel Vilela, Jorge Ben, Curumin. Pedidos como esses dão prazer de atender. Mas vamos ao show.
A banda subiu ao palco lá pela 1 e meia da manhã e fez uma apresentação com classe e muito suíngue. O grupo, capitaneado por Zumbira na voz e guitarra base, toca um som baseado no rock, e buscam inserir elementos de samba, reggae, funk, disco e uma deliciosa latinidad. De cara ficou evidente a categoria dos integrantes da banda. É uma rapaziada na casa dos 30 e com muita estrada, afiados, precisos e com uma baita cancha para conduzir uma apresentação. Fizeram a rapaziada chacoalhar até a última música.
Destaco a música “No puedo” uma salsa-pagode-rockão cheia de climas e uma dinâmica precisa. Maior sonzera no baile. Essa fiquei prestando bastante atenção e fui viajando no espaço sideral já embalado em doces nuvens de fumaça. Mas o show é cheio de muitas outras músicas cativantes e balançadas.
A banda conta com dois percussionistas que são, segundo palavras de um integrante, os pontos alto e baixo do grupo: Rodrigo "Mindo" e Rodrigo "Muralha". Ainda têm André Luciano na bateria, Christian Badino no baixo, Guilherme Schwalm na guitarra e Zumbira na voz e guitarra. O cara canta muito e tem uma sacolejante “mão direita” digna de uma tradição que, se não começou com, foi consolidada por Jorge Ben na nossa música.
O grupo lançou em 2005 seu CD de estréia, chamado RockSamba. A produção de Marcelo Fruet deu uma enriquecida naquilo que eu ouvi ao vivo. Várias sonoridades de guitarra, metais e cordas não creditadas(será que é um teclado? Se for, meus parabéns por que soa bem paca!). Eu particularmente gosto de ouvir um disco cheio de recursos e não vou a um show esperando ouvir mais do mesmo. A faixa 11, “Ainda Bem que Eu Tenho a Nêga” tou rodando direto. Um baita samba com riffs deliciosos, uma malemolência e letra divertida. Recomendo o disco e a assistir ao show assim que voltarem à Floripa. E espero que seja em breve.
Segue o link do site para conhecer melhor o trabalho do grupo.
www.zumbiraeospalmares.com.br
Per Ulysses Dutra.
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