Editora carioca aposta no lado urbano de Florianópolis
O título de estréia do autor chegou às livrarias pela editora carioca Bom Texto há cerca de três meses, com uma grande festa de lançamento no bar Drakkar, uma noite de literatura e bandas de rock.
Trata-se de um belíssimo romance urbano, onde Florianópolis fornece personagens, ambientação, paisagem e a vida desta ilha mágica, justifica o diretor da Bom Texto, Élio Demier. “A Ilha Urbana” é o único título da editora que foca a geração rock´n roll anos 80 e 90 e seus questionamentos, acrescenta. Segundo Demier, por ser pouco apontado na atual literatura do país, o tema chama atenção. Para a editora Patrícia Mafra, foi interessante também percebermos que grande parte das pessoas que hoje tem em torno de 30 anos de idade se identifica com o livro porque lhes fala algo sobre sua juventude/adolescência, complementa.
O Autor
Há dez anos, Calderaro optou por Florianópolis e há quatro decidiu romancear suas impressões do lado urbano da Ilha. Além de redator e revisor, Sérgio Calderaro está envolvido com o meio acadêmico como professor universitário. Aposta na identificação desse público como uma motivação à parte na leitura de Ilha Urbana. Tanto os conflitos vividos por sua geração, quanto aqueles apresentados por seus alunos, estão ali retratados num testemunho vivido com personagens extraídos das ruas, de sua rotina, das histórias de amigos. Deste modo, o livro tende a mexer com os questionamentos destes grupos de forma ávida e simples com autenticidade e poucos artifícios.
O Livro
Florianópolis é o cenário de A Ilha Urbana. No entanto, não a Floripa dos cartões-postais, dos guias turísticos e das belezas naturais que estamos acostumados a ver. Neste romance, é o lado urbano típico dos grandes centros que predomina: botecos, pensões baratas, bandas underground, sujeira, drogas. Os personagens são densos e provocativos, jovens que não estão preocupados com convenções ou com regras politicamente corretas e que batalham cotidianamente pela sua sobrevivência, recusando em maior ou menor medida o modo de viver pequeno-burguês.
Ricardo, o protagonista, encontra-se desorientado no início dos seus trinta anos. Sem emprego, sem Tina sai namorada nos últimos dois anos -, ele segue percorrendo caminhos com o único objetivo de garantir um lugar para dormir, a comida, a cerveja e o cigarro do dia. Ao acompanhar a trajetória de Ricardo, nos deparamos com a cultura de uma parcela da juventude dos anos 80 e 90, um tanto anárquica em suas expressões estéticas e ao mesmo tempo carente de utopias coletivas. Assim, a narrativa ambientada nessa ilha urbana possui aspectos universais, na medida em que os dilemas e anseios dos jovens personagens do romance assemelham-se com os de muitos homens e mulheres que chegaram à vida adulta quando caía o muro de Berlim e Collor derrotava Lula nas eleições.
Outras informações:
Fabiola Ietto - [11] 8582.1220 - [48] 9977.5713
Sérgio Calderaro - [48] 3269.7858 - [48] 9977.4010
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